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Resistividade Elétrica / SEV (Sondagem Elétrica Vertical) em João Pessoa

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Um galpão logístico recém-construído no bairro de Mangabeira apresentava recalques diferenciais nos primeiros seis meses de operação. A investigação direta com SPT não apontava causas óbvias, mas a litologia do Grupo Barreiras em João Pessoa é traiçoeira: lentes de argila orgânica e paleocanais escondidos entre os sedimentos arenosos são comuns. Para mapear essas descontinuidades sem multiplicar furos, utilizamos a resistividade elétrica com arranjo Schlumberger. Em poucas horas de campo, o perfil 2D revelou uma zona de baixa resistividade a 8 metros de profundidade, exatamente onde a sondagem mecânica não havia amostrado. A geofísica preenche lacunas que a perfuração pontual jamais alcançaria sozinha. Em terrenos onde a dinâmica costeira do Rio Sanhauá e a oscilação do lençol freático complicam o modelo geotécnico, a SEV tornou-se rotina em nossos projetos na capital paraibana.

Em João Pessoa, a variação da resistividade elétrica distingue aquíferos costeiros de lentes argilosas a profundidades que o SPT não alcança com precisão.

Abordagem e escopo

O equipamento que deslocamos para obras em João Pessoa é um resistivímetro digital com potência de 200 W e injeção de corrente contínua de até 2 A, acoplado a um transmissor de alta tensão que garante penetração efetiva mesmo sobre os solos superficiais secos do verão nordestino. O arranjo padrão é o Schlumberger, com abertura progressiva dos eletrodos de corrente até atingir profundidades de investigação de 100 metros ou mais, dependendo da resistência de contato. Em perfis urbanos, como no bairro de Tambaú, onde o espaço para estender cabos é limitado, alternamos para o dispositivo dipolo-dipolo e integramos os dados com sondagens SPT já existentes, calibrando as resistividades aparentes com as descrições tácteis-visuais dos testemunhos. A aquisição multicanal permite registrar simultaneamente até 10 níveis de profundidade, reduzindo o tempo de exposição da equipe ao sol intenso e acelerando a entrega dos modelos de inversão. Cada perfil passa por controle de qualidade com erro RMS inferior a 5% antes da interpretação final.
Resistividade Elétrica / SEV (Sondagem Elétrica Vertical) em João Pessoa
Imagem técnica de referência — Joao Pessoa

Contexto geotécnico local

A geologia de João Pessoa muda radicalmente entre a planície litorânea e os tabuleiros interiores. Na orla de Cabo Branco, a resistividade pode despencar abaixo de 15 Ohm.m quando a cunha salina invade o aquífero freático, um risco severo para fundações em concreto armado que exijam durabilidade centenária. Já nos platôs de Gramame, os sedimentos areno-argilosos do Barreiras mostram contrastes de 40 a 200 Ohm.m, permitindo identificar com nitidez o topo rochoso do embasamento cristalino. O perigo está nos terrenos de mangue aterrados da zona portuária: a mistura de matéria orgânica em decomposição com lixo urbano histórico gera anomalias de baixíssima resistividade — muitas vezes abaixo de 5 Ohm.m — que podem ser confundidas com plumas contaminantes. Cruzamos os dados de SEV com o ensaio CPT para validar esses contatos e evitar falsos diagnósticos que atrasariam cronogramas de obra.

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Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Arranjo eletródico padrãoSchlumberger (AB/2 até 200 m) / Dipolo-dipolo (a=5 m, n=1-8)
Potência do transmissor200 W / 2000 V pico a pico
Precisão da medida±1% da leitura (erro RMS pós-inversão <5%)
Profundidade de investigação típicaAté 100 m (SEV) / 30-50 m (imageamento 2D)
Intervalo de amostragem10 níveis de profundidade por ciclo de injeção
Software de inversãoRES2DINV / EarthImager 2D (inversão robusta L1)
Norma de referênciaABNT NBR 15935:2011

Serviços técnicos associados

01

Perfil de resistividade 2D com arranjo Schlumberger

Imageamento contínuo do subsolo ao longo de seções de até 400 metros de extensão. Ideal para mapear o topo do embasamento cristalino sob os sedimentos Barreiras em João Pessoa e identificar zonas de fraqueza para fundações profundas.

02

Sondagem elétrica vertical para prospecção de água subterrânea

SEV pontual com abertura AB/2 de até 300 metros para estimar profundidade do aquífero Beberibe nos tabuleiros costeiros e avaliar risco de intrusão salina em poços próximos à orla.

Marco normativo

ABNT NBR 15935:2011 — Investigações geológico-geotécnicas — Aplicação de métodos geofísicos, ABNT NBR 7117-1:2020 — Medição da resistividade e determinação da estratificação do solo — Parte 1: Medição, ABNT NBR 8044:2018 — Projeto geotécnico — Procedimento

Perguntas e respostas

Qual a profundidade máxima que uma SEV atinge em João Pessoa?

Com o arranjo Schlumberger e espaçamento AB/2 de 200 metros, investigamos até 100 metros de profundidade nos terrenos sedimentares de João Pessoa. Em áreas com lençol freático raso, como a várzea do Rio Jaguaribe, a profundidade efetiva pode chegar a 150 metros porque a saturação reduz a resistência de contato e melhora a injeção de corrente. O limite prático depende da potência do transmissor e do ruído elétrico urbano.

Quanto custa uma campanha de resistividade elétrica na região?

Um perfil de resistividade elétrica com SEV em João Pessoa parte de aproximadamente R$ 100.000, variando conforme a quantidade de eletrodos, o número de linhas de aquisição e a profundidade de investigação contratada. Campanhas maiores, com imageamento 2D em múltiplas seções cruzadas e processamento com inversão robusta, têm custo proporcional à área coberta e ao tempo de campo.

A SEV consegue detectar contaminação do solo por esgoto na zona urbana de João Pessoa?

Sim. Plumas de esgoto doméstico reduzem drasticamente a resistividade do solo, gerando anomalias abaixo de 10 Ohm.m que contrastam com os valores típicos de 40 a 200 Ohm.m dos sedimentos do Grupo Barreiras. Em bairros como Manaíra, já mapeamos a extensão de fossas sépticas vazando para o subsolo usando perfis 2D de resistividade, delimitando a área impactada antes de qualquer escavação.

Qual a diferença entre SEV e imageamento elétrico 2D?

A SEV tradicional investiga a variação vertical da resistividade em um único ponto, assumindo camadas horizontais. O imageamento elétrico 2D usa um arranjo linear de dezenas de eletrodos para gerar uma seção contínua do subsolo, revelando variações laterais e verticais simultaneamente. Em João Pessoa empregamos ambos: SEV para prospecção de aquíferos profundos nos tabuleiros e imageamento 2D para mapear contatos litológicos complexos sob futuras fundações.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Joao Pessoa e arredores.

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