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Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em João Pessoa

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Um erro que se repete nas obras de João Pessoa é aprovar a compactação com base apenas na aparência do solo. A umidade natural dos tabuleiros costeiros e a heterogeneidade das argilas siltosas do Grupo Barreiras, que cobrem grande parte da cidade, enganam até profissionais experientes. Já acompanhamos casos no bairro de Mangabeira onde camadas aparentemente firmes apresentavam grau de compactação abaixo de 92% do Proctor normal, resultado que só apareceu no ensaio de densidade in situ. O método do cone de areia, normalizado pela ABNT NBR 7185, continua sendo a referência mais confiável para controle de aterros, subleitos de pavimentos flexíveis e reaterro de valas no perímetro urbano. Antes de liberar a concretagem de um radier no Altiplano, convém executar o ensaio em malha definida pelo projetista geotécnico, porque a sensação táctil do solo pessoense não substitui a medida do cilindro e da balança.

Areia fina de praia não substitui a areia calibrada: o desvio no volume pode mascarar falhas de compactação em João Pessoa.

Abordagem e escopo

Os terrenos entre o Bessa e o Valentina Figueiredo mostram como a geologia de João Pessoa muda em poucos quilômetros. Na planície costeira do Bessa predominam areias quartzosas finas, bem drenadas, que respondem rápido ao ensaio do cone de areia e raramente exigem correção de umidade. No Valentina, a matriz argilosa dos tabuleiros retém água de chuva por mais tempo e a densidade seca máxima pode cair dois a três pontos percentuais se a equipe não ajustar a energia de compactação. A leitura do frasco de areia calibrada capta essas diferenças com precisão suficiente para obras de pavimentação e sapatas de pequeno porte. Em campo, usamos areia de Ottawa padronizada e seguimos o procedimento de calibração da NBR 7185 a cada 20 ensaios, garantindo que o volume do furo reflita a condição real da camada. A execução leva em média 40 minutos por ponto, incluindo a escavação cuidadosa, a pesagem do material extraído e o cálculo da massa específica aparente seca em comparação com o Proctor de laboratório.
Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em João Pessoa
Imagem técnica de referência — Joao Pessoa

Contexto geotécnico local

A umidade relativa do ar em João Pessoa raramente baixa de 70%, e as chuvas concentradas entre março e agosto transformam a execução do cone de areia em um desafio logístico. Ensaio com furo saturado ou com areia de calibração que absorveu umidade do ambiente gera massa específica aparente falsa — já medimos desvio de até 4% no grau de compactação em um aterro no bairro de Jaguaribe porque o frasco de areia não foi vedado entre um ponto e outro. O protocolo do laboratório exige estufa de campanha para secagem da amostra extraída e verificação da massa específica da areia de calibração no início e no fim de cada jornada. Em áreas de várzea próximas ao Rio Sanhauá, onde o lençol freático está a menos de 1,5 m de profundidade, recomendamos associar o cone de areia a sondagens SPT para confirmar que a camada competente tem espessura suficiente antes de liberar a compactação.

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Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Norma técnicaABNT NBR 7185:2016
Tipo de solo adequadoSolos com diâmetro máximo de partícula ≤ 19 mm
Diâmetro do furo recomendado100 a 150 mm
Profundidade do furo15 a 20 cm (camada compactada)
Areia de calibraçãoAreia de Ottawa calibrada, massa específica aparente aferida a cada 20 ensaios
Tempo médio por ponto35 a 45 minutos (inclui secagem da amostra em estufa de campanha)
Grau de compactação mínimo típico≥ 95% do Proctor normal para aterros estruturais
Aplicação em João PessoaControle de aterros em várzeas, subleitos de pavimentos flexíveis e reaterro de fundações rasas

Serviços técnicos associados

01

Controle de compactação de aterros e subleitos

Ensaio de densidade in situ em camadas de aterro compactado, subleitos de pavimentos flexíveis e rígidos, e reaterro de fundações. A malha de pontos segue o plano de controle tecnológico da obra e a NBR 7185, com relatório entregue em até 24 horas após o ensaio.

02

Verificação de compactação em valas e reaterros

Execução do cone de areia em valas de drenagem, redes de água e esgoto, e reaterro de muros de contenção. Em solos argilosos dos tabuleiros pessoenses, ajustamos a energia de compactação conforme a umidade de campo para atingir o grau especificado em projeto.

Marco normativo

ABNT NBR 7185:2016 — Solo — Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457 — Amostras de solo — Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização, ABNT NBR 7182 — Solo — Ensaio de compactação (Proctor), DNIT 092/2006 — ES — Determinação da massa específica aparente in situ com emprego do frasco de areia

Perguntas e respostas

Qual o valor do ensaio de densidade in situ com cone de areia em João Pessoa?

O valor do ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia em João Pessoa fica em torno de $100.000 por ponto, incluindo deslocamento da equipe, areia de Ottawa calibrada, estufa de campanha e relatório técnico com o grau de compactação calculado.

Em que tipo de solo o cone de areia funciona melhor nos terrenos de João Pessoa?

O método do cone de areia é adequado para solos com partículas de até 19 mm, o que cobre a maior parte das areias finas da planície costeira e as argilas siltosas dos tabuleiros do Grupo Barreiras. Em áreas com pedregulhos ou concreções lateríticas, comuns no bairro de Gramame, a escavação manual do furo pode deslocar partículas maiores e comprometer a medição; nesses casos o ensaio pode ser complementado com outro método de controle.

Quantos pontos de ensaio são necessários em uma obra de pavimentação?

A quantidade de pontos depende do plano de controle tecnológico da obra, mas a prática corrente em João Pessoa para pavimentos flexíveis é executar um ensaio a cada 100 m² de camada compactada, com no mínimo três pontos por trecho. Em subleitos de vias urbanas no bairro de Manaíra, por exemplo, a malha pode ser reduzida para um ponto a cada 50 m² se o solo de fundação for heterogêneo.

O ensaio de cone de areia é válido para fiscalização de obras públicas em João Pessoa?

Sim. A NBR 7185 é a norma de referência para controle de compactação em obras públicas no Brasil, e o relatório emitido pelo laboratório atende aos requisitos de fiscalização de contratos municipais e estaduais na Paraíba, desde que o laboratório possua acreditação em ensaios geotécnicos conforme a norma de qualidade aplicável.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Joao Pessoa e arredores.

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