Um erro que se repete nas obras de João Pessoa é aprovar a compactação com base apenas na aparência do solo. A umidade natural dos tabuleiros costeiros e a heterogeneidade das argilas siltosas do Grupo Barreiras, que cobrem grande parte da cidade, enganam até profissionais experientes. Já acompanhamos casos no bairro de Mangabeira onde camadas aparentemente firmes apresentavam grau de compactação abaixo de 92% do Proctor normal, resultado que só apareceu no ensaio de densidade in situ. O método do cone de areia, normalizado pela ABNT NBR 7185, continua sendo a referência mais confiável para controle de aterros, subleitos de pavimentos flexíveis e reaterro de valas no perímetro urbano. Antes de liberar a concretagem de um radier no Altiplano, convém executar o ensaio em malha definida pelo projetista geotécnico, porque a sensação táctil do solo pessoense não substitui a medida do cilindro e da balança.
Areia fina de praia não substitui a areia calibrada: o desvio no volume pode mascarar falhas de compactação em João Pessoa.
Perguntas e respostas
Qual o valor do ensaio de densidade in situ com cone de areia em João Pessoa?
O valor do ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia em João Pessoa fica em torno de $100.000 por ponto, incluindo deslocamento da equipe, areia de Ottawa calibrada, estufa de campanha e relatório técnico com o grau de compactação calculado.
Em que tipo de solo o cone de areia funciona melhor nos terrenos de João Pessoa?
O método do cone de areia é adequado para solos com partículas de até 19 mm, o que cobre a maior parte das areias finas da planície costeira e as argilas siltosas dos tabuleiros do Grupo Barreiras. Em áreas com pedregulhos ou concreções lateríticas, comuns no bairro de Gramame, a escavação manual do furo pode deslocar partículas maiores e comprometer a medição; nesses casos o ensaio pode ser complementado com outro método de controle.
Quantos pontos de ensaio são necessários em uma obra de pavimentação?
A quantidade de pontos depende do plano de controle tecnológico da obra, mas a prática corrente em João Pessoa para pavimentos flexíveis é executar um ensaio a cada 100 m² de camada compactada, com no mínimo três pontos por trecho. Em subleitos de vias urbanas no bairro de Manaíra, por exemplo, a malha pode ser reduzida para um ponto a cada 50 m² se o solo de fundação for heterogêneo.
O ensaio de cone de areia é válido para fiscalização de obras públicas em João Pessoa?
Sim. A NBR 7185 é a norma de referência para controle de compactação em obras públicas no Brasil, e o relatório emitido pelo laboratório atende aos requisitos de fiscalização de contratos municipais e estaduais na Paraíba, desde que o laboratório possua acreditação em ensaios geotécnicos conforme a norma de qualidade aplicável.